sexta-feira, 16 de abril de 2010

Fosfateira de Anitápolis: Milo encaminha proposta em Audiência Pública de Laguna



O Centro Cultural e Social Santo Antônio (Centro Histórico), em Laguna, foi palco de mais uma discussão sobre o projeto “Fosfateira de Anitápolis”. A Audiência Pública, promovida pela Assembleia Legislativa, contou com a participação de mais de 300 pessoas. A Indústria de Fosfatos Catarinense (IFC) e a Fatma, não compareceram ao evento.
Colaborador da Associação dos Agricultores Ecológicos da Encosta da Serra Geral (Agreco), e membro do Movimento Nascentes da Serra, o professor Ademir Milo Motta da Silva ao se posicionar contrário ao projeto da fosfateira de Anitápolis, sugeriu um amplo debate sobre a possibilidade de uso dos dejetos suinos na geração de fertilizantes. Milo lembrou do projeto inovador da EMBRAPA que trasforma dejetos suínos em fertilizantes granulados, que está em fase de aperfeiçoamento e necessita de maior apoio governamental.
Comprovadamente através de estudos, a fosfateira de Anitápolis é uma ameaça social, ao meio ambiente e saúde humana. Durante a audiência, foram realizadas várias manifestações de repúdio, entregue um abaixo-assinado com mais de três mil assinaturas contra o projeto, além de faixas expostas de vários municípios.
A audiência foi presidida pelo deputado estadual Décio Góes, e contou com a presença de várias autoridades inseridas neste processo, entre eles, o presidente da Comissão de Meio Ambiente na Assembleia, Dirceu Dresch, o padre Aluisio Heidemann, da Pastoral da Terra, o engenheiro civil e secretário-executivo do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar, Antônio Beltrame, o secretário regional de Tubarão, Haroldo de Oliveira Silva, o Dura, o advogado da Ong Montanha Viva, Eduardo Bastos Moreira Lima, o prefeito de Laguna Célio Antonio, que no encontro se manifestou publicamente contra a instalação da fosfateira, entre outros convidados.


Jogral da Montanha Viva

Em uma das manifestações, o biólogo e presidente da Ong Montanha Viva, Jorge Albuquerque, organizou um jogral com integrantes da entidade e da própria comunidade. A ideia foi formar a frase AVATÁPOLIS NÃO, uma referência ao filme Avatar, do diretor James Cameron. A Ong é uma das mais atuantes na luta contra a mineração de fosfato em Anitápolis.

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