quinta-feira, 3 de junho de 2010

Em Questão do dia

Ônibus movido a hidrogênio é lançado no Rio de Janeiro

por Secom em 02/06/2010 19:30hs

O primeiro veículo do Brasil movido a hidrogênio, com 100% de tecnologia nacional, foi lançado na quarta-feira (26). O ônibus tem três fontes de eletricidade: bateria carregada a rede elétrica, pilha a combustível alimentada com hidrogênio e regeneração da energia cinética produzida a bordo. A nova tecnologia, desenvolvida pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), transforma hidrogênio em energia elétrica armazenada em ultracapacitadores. O ônibus é igual aos convencionais, mas não causa danos ao meio ambiente.

Segundo o coordenador do projeto, Paulo Emilio Valadão Miranda, em uma época em que é cada vez maior a preocupação com o aquecimento global, a nova tecnologia traz benefícios ao meio ambiente. “Substituir os veículos convencionais por um que emite vapor d’água traz um benefício muito grande para o meio ambiente”, afirma. Além disso, o veículo é silencioso, o que aumenta o conforto de moradores das imediações de vias congestionadas.

O custo do ônibus a hidrogênio é cinco vezes maior que os movidos a diesel. “Toda tecnologia nova é mais cara. Se a tecnologia nova é produzida em apenas uma unidade é mais cara ainda, mas a tendência é que com o aumento da produção isso desapareça". Além disso, a tecnologia agrega vantagens operacionais. "O ônibus tem um gasto menor de manutenção e, por causa do arranjo tecnológico, tem consumo menor de combustível. Ao longo dos anos ele se torna mais vantajoso que os veículos convencionais”, disse o coordenador do projeto.

O veículo foi projetado para uso urbano e tem autonomia para rodar até 300 quilômetros. Em julho começa a circular na Cidade Universitária, no Fundão, e depois fará uma linha regular pela zona sul do Rio de Janeiro. O primeiro ônibus também poderá ser uma das opções de transporte sustentável para o Rio na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas em 2016. O projeto contou com o financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), Petrobras, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). http://www.coppe.ufrj.br/

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