sábado, 12 de junho de 2010

Professor José Pacheco, de Portugal, inicia Projeto Educativo "Fazer a Ponte" no Sul de SC

Visita ao Bairro da Juventude, no Laboratório de Vivência Musical
O professor José Pacheco, de Portugal, coordenador da experiência revolucionária da Escola da Ponte, esteve no Sul de SC para dar início ao Projeto “Fazer a Ponte”, nas cidades de Gravatal, Orleans, Criciúma e Araranguá.

Trata-se de um projeto de educação transformadora emancipatória, a ser desenvolvido em doze pontos do território brasileiro.
Pacheco trabalhou, nesta primeira etapa, a concepção do método transformador da educação construído ao longo dos últimos 34 anos na escola da Ponte em Portugal. Esta escola é hoje mundialmente reconhecida por sua educação de qualidade e convivência harmônica entre crianças, jovens e educadores.

Pacheco enfatizou que: “não se trata de fazer aqui aquilo que se fez em Portugal, muito pelo contrário, pretende-se motivar os educadores brasileiros a criarem novos processos educativos em consonância com a realidade brasileira”.
Durante os diálogos, um dos temas mais abordados foi o problema da alfabetização das crianças com dificuldades de aprendizagem. Pacheco disse que não há criança com dificuldade de aprendizagem, há sim professores com dificuldade de “ensinagem”. De modo geral usa-se um ou dois métodos de alfabetização, padronizando o modo de aprender. Na Escola da Ponte, mudou-se radicalmente o ensino, os educadores são especializados em alfabetização utilizando-se 26 métodos diferentes. Cada criança tem uma forma específica de aprender a ler, escrever e interpretar o seu mundo, para isso é necessário um educador dominar tantos métodos de alfabetização. Certamente uma escola que utiliza, tão somente, dois métodos de alfabetização terá menos resultados positivos e é por isso que o Brasil, ao longo de décadas, constituiu uma população com aproximadamente 100 milhões de analfabetos funcionais.
A educação da Escola da Ponte é livre do sistema de séries, lá os alunos se agrupam em diferentes idades, de acordo com seus interesses nos temas ou conteúdos estudados. Eles aprendem a fazer projetos e construir o conhecimento, sempre orientados por pelo menos três professores em sala de aula. Não há provas, mas sim, um sistema de avaliação das habilidades desenvolvidas de cada criança e jovem. Mesmo assim os estudantes da Escola da Ponte conseguem obter excelentes notas no vestibular e nos exames nacionais de Portugal. As regras na Escola da Ponte são constituídas nos coletivos, envolvendo educadores, estudantes e seus pais, obtendo-se uma singular convivência harmônica no ambiente escolar, bem diferente da maioria das escolas ao redor do mundo.

Em Gravatal, Pacheco com educadores a rede muncipal de ensino.


Milo (ex-secretário de educação), José Pacheco e Raquel Marcon (Atual Secratária de Educação de Gravatal).

Com educadores do Bairro da Juventude, diálogos sobre transformação do processo educativo.
Professora Eliane, José Pacheco e a professora Elisabete Secretária de Educação de Orleans

Milo, José Pacheco e Professor Neto Coordenador Pedagógico do Bairro da Juventude.









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